segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Como um dia de domingo....

ah, o domingo..
Com sol ou chuva...
Com passeio ou em casa mesmo...
Sem pressa ou com muita....Pressa de fazer tudo o que se gosta. Pressa para que ele demore pra passar...
Dia de ler, andar, arrumar o guarda-roupa, comer sem pressa.. e se a pressa existir...só se for para comer a sobremesa...
Dia de brincar, de andar de bicicleta, de ser criança...dia de amar..dia de ofertar.. de chupar ameixa no pé.
O domingo do qual falo, não tem Faustão muito menos Domingo Legal... olhe lá, o Fantástico!
Não tem sofá o dia inteiro nem internet...
Tem, sim, muita vontade que ele não acabe tão depressa...
E a única pressa desse dia... é de fazer o que a gente gosta.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Ladrão De Patos...

Outro dia, li essa história e gostei tanto que resolvi compartilhá-la aqui com vocês (meus amigos e amigas que lêem as "proezas" que eu escrevo. rs). Fiquei tão instigada com ela (a história), me diverti tanto lendo essa maravilha que, só podia vir dele, "O CARA", Rui Barbosa de Oliveira escreveu. O imortal Rui foi jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador brasileiro. Só isso, né?? rs.
Bom, além de me divertir também fiquei triste, reafirmei o quão ignorante sou. Tive que usar o dicionário pra ler essa história. Algumas palavras me pareciam outro idioma. Mas deixa assim. Quero viver intensamente a minha ignorância. Porque é através dela que aprendo. Sempre. E quero infinitamente conhecer. Ser uma espectadora do conhecimento. Uma ouvinte do saber. Nunca, jamais, ter a pretensão de que sei sobre alguma coisa. Parafraseando Sócrates: "Só sei que nada sei". Porque existe alguns "poucos" que acham que possuem "a verdade". Esses, tentam manipular a todo momento, pensam que estão acima do bem e do mal. E pobre de quem acredita nas verdades deles. Pobre de quem acredita que eles possuem verdade. Enfim, falo mais sobre verdade um outro dia.
Mas fiquem todos com os olhos bem abertos e os ouvidos bem atentos à toda forma de poder, de manipulação e de dominação. Veja, ouça e reflita. Analise os fatos. Troque idéias. Esteja sempre em transformação. Tipo metamorfose ambulante..."do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".
Mas vamos a história:
Diz a lenda que Rui barbosa, ao chegar em casa em um certo dia, ouviu um barulho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, supreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:
- Oh, búcefalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmídes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopéia de cidadão digno e honrado, darte-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, diz:
- Dotô, eu levo ou deixo os pato????
Hahaha.
Maravilhoso Rui, brinca com as palavras, ah, se eu tivésse esse poder! Poder de transformar, lapidar, esculpir, convencer! Mas outros o têm também, alguns políticos, outros músicos e, muitos, no anônimato. Alguns, lamento que o tenha (o poder, do qual falo). Mas alguns anônimos, no mundinho deles também lapidam, esculpem e transformam. São esses professores, educadores, jornalistas, advogados e tantos outros que cumprem um papel significativo na formação e na opinião alheia.
E por falar em poder, as eleições estão próximas, e eu advirto: Reflita bem na hora de votar. Serão quatro ano de administração. Atraso ou progresso. Vale à pena pensar num todo. Pensar como sociedade. No que é melhor pra cidade e, não apenas, no que é melhor pra nós(digo nós, no sentido do eu). Pense. Vote consciente. O poder é nosso!
E se estiver indeciso, vá atrás! Fuçe. Investigue a vida e a obra do cidadão, assim como eu fiz pra ler as palavras do Rui em o ladrão de patos. Não sejamos como a música do Zé Ramalho, vida de gado que diz assim: " povo marcado, povo feliz". Não, não sejamos marcados como bois, tenhamos pensamentos próprios. Busquemos a informação que falta para formar nossa opinião. Brindemos a liberdade do pensamento.
Vale muito à pena!
Pode ter certeza.

domingo, 3 de agosto de 2008

Pérolas...

Longe de casa, há mais de uma semana, milhas e milhas distantes do meu ... computador.
O que isso tem a ver?? Tudo. Tudo com a demora de um novo texto nesse blog. Longe do meu canto, das minhas coisas, do meu dicionário, aí que medo de alguma "pérola".
Pois é, amigos, e por falar em pérola, tive que dar mais uma "mancada" daquelas para me convencer de que, tem hora que é melhor se calar, melhor não dizer nada. Falar demais é pecado. Mortal, ainda!
E, eu, com certeza, iria pro "inferno", pecadora nata que sou.
Há momentos em que, decididamente, perco a chance de ficar calada e dormir sem "essa", como dizem popularmente.
Conto? Não conto! Vou contar, contei...
Certo dia, estava fazendo compras em uma loja de roupas infantis, cuja vendedora se mostrava tão atenciosa, prestativa, simpática, amigável com as crianças, e, digamos, um pouco fora de forma. É! Meio fora de forma, ao meu ver, trata-se de uma pessoa magra mas com um pouco de barriga. Talvez, um muito. Não chegava a se comparar com a do "Fenômeno", mas era saliente. Bem saliente.
Não, não, isso não é uma justificativa para o que meus lábios proferiram. De jeito nenhum. Ou será?
Mas como eu ia dizendo, compra vai, compra vem, conversa vai, conversa vem, eu querendo fazer amizade, fitei aquela barriguinha e puxei assunto:
- E você, colega, está grávida? De quantos meses?
A moça, educadamente, respondeu a minha cretinice:
- Não, não estou grávida, não! É só barriga mesmo!
- PUTZ. Nem sei descrever o que foi aquele momento na minha vida.
Morri. Pela boca. Não foi apenas uma pergunta idiota. Foram duas.
Isso que dá falar sem pensar.
Sabe o pior de tudo? Ainda teve mais umas "pérolas" inesquecíveis no meu curriculum. Mas já falei de mais por hoje. Melhor, não!
Pois é, as palavras têm poder. E como. Podem selar a paz ou desencadear uma guerra. Persuadem ou repudiam. Apaixonam ou repugnam.
Meu Deus! E eu sabia disso. É lógico. É matemático. Duas orelhas, uma boca...ouvir mais e falar menos.
Ah, se eu pudesse voltar no tempo... Não perderia a chance....Não a teria perdido. Teria me calado.
Agora acredito veemente na famosa frase: "O silêncio vale mais que mil palavras". Que mil nada, vale mais que oito. Se vale!
E quem nunca profanou o silêncio com alguma "pérola" que atire a primeira pedra.