segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Monstro Invisível...

Caros amigos,
Sei que andei "sumida", mas eis me aqui. A boa filha......some e só volta quando...der na telha! rsrs
Essa boa filha, também sofre de OPPI (oco por período indeterminado). Mas tudo passa. Até uva, até ferro, passa! Como diz aquele dito popular: O que não me mata ... machuca e bastante! hahaha.
É, amigos, a parada foi punk...
Acho que se existe "o inferno astral", estou nesse maldito desde a última postagem desse blog. Coisas da vida!
Caramba, mas tinha q ser comigo?!
Agora tudo caminha pra normalidade.
Ui ...assim espero!
Valha-me Deus, Maria José!
Até em praga, olho gordo, macumba, vudu, nome na boca do sapo.. eu já tava acreditando, pode?!
Não, eu não acredito nisso, não! Mas por via das dúvidas, vou tomar um banho de arruda com sal grosso, andar com um dente de alho no bolso ou uma pata de coelho, um trevo de quatro folhas, ou quem sabe, tomar um passe, ou mais um escapulário no pescoço... rs
Bobagem...
Esses monstros invisíveis são o que empurram a vida pra baixo. E se eu alimentá-los, tornarei-os de estimação.
Estou de volta... cheirando arruda e salgada... rs

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Metade de mim...

Silêncio... Às vezes, é necessário calar, é imprescindível parar, é preciso ouvir o som que quer ecoar.
Uma parada serena e silenciosa para me reencontrar, ganhar mais força para continuar...
A sonhar, a escrever, desenhar, caminhar, cantar e seguir a canção. Tem dias cinzas que afligem a minha alma embora o sol esteja laranja. Daí eu preciso calar. Preciso fechar os olhos e deixar a minha alma gritar...
Preciso falar com Deus, preciso falar com a mãe terra, falar com a energia que cerca esse mundo tão redondo e tão quadrado, falar com a vida... Porque eu não posso parar de sonhar...
O sonho é combústivel pra minha alma. Pareces-te louco?
Espero que a minha loucura seja perdoada... Porque metade de mim cala e a outra grita; Porque metade de mim quer ir embora e a outra quer ficar; Porque metade de mim chora e a outra ri; Porque metade de mim é paz e a outra é guerra; Porque metade de mim é prazer e a outra é dor; Porque espero que a minha loucura tenha perdão... Porque metade de mim é amor e... a outra metade...é ilusão.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Como um dia de domingo....

ah, o domingo..
Com sol ou chuva...
Com passeio ou em casa mesmo...
Sem pressa ou com muita....Pressa de fazer tudo o que se gosta. Pressa para que ele demore pra passar...
Dia de ler, andar, arrumar o guarda-roupa, comer sem pressa.. e se a pressa existir...só se for para comer a sobremesa...
Dia de brincar, de andar de bicicleta, de ser criança...dia de amar..dia de ofertar.. de chupar ameixa no pé.
O domingo do qual falo, não tem Faustão muito menos Domingo Legal... olhe lá, o Fantástico!
Não tem sofá o dia inteiro nem internet...
Tem, sim, muita vontade que ele não acabe tão depressa...
E a única pressa desse dia... é de fazer o que a gente gosta.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Ladrão De Patos...

Outro dia, li essa história e gostei tanto que resolvi compartilhá-la aqui com vocês (meus amigos e amigas que lêem as "proezas" que eu escrevo. rs). Fiquei tão instigada com ela (a história), me diverti tanto lendo essa maravilha que, só podia vir dele, "O CARA", Rui Barbosa de Oliveira escreveu. O imortal Rui foi jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador brasileiro. Só isso, né?? rs.
Bom, além de me divertir também fiquei triste, reafirmei o quão ignorante sou. Tive que usar o dicionário pra ler essa história. Algumas palavras me pareciam outro idioma. Mas deixa assim. Quero viver intensamente a minha ignorância. Porque é através dela que aprendo. Sempre. E quero infinitamente conhecer. Ser uma espectadora do conhecimento. Uma ouvinte do saber. Nunca, jamais, ter a pretensão de que sei sobre alguma coisa. Parafraseando Sócrates: "Só sei que nada sei". Porque existe alguns "poucos" que acham que possuem "a verdade". Esses, tentam manipular a todo momento, pensam que estão acima do bem e do mal. E pobre de quem acredita nas verdades deles. Pobre de quem acredita que eles possuem verdade. Enfim, falo mais sobre verdade um outro dia.
Mas fiquem todos com os olhos bem abertos e os ouvidos bem atentos à toda forma de poder, de manipulação e de dominação. Veja, ouça e reflita. Analise os fatos. Troque idéias. Esteja sempre em transformação. Tipo metamorfose ambulante..."do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".
Mas vamos a história:
Diz a lenda que Rui barbosa, ao chegar em casa em um certo dia, ouviu um barulho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, supreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:
- Oh, búcefalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmídes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopéia de cidadão digno e honrado, darte-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, diz:
- Dotô, eu levo ou deixo os pato????
Hahaha.
Maravilhoso Rui, brinca com as palavras, ah, se eu tivésse esse poder! Poder de transformar, lapidar, esculpir, convencer! Mas outros o têm também, alguns políticos, outros músicos e, muitos, no anônimato. Alguns, lamento que o tenha (o poder, do qual falo). Mas alguns anônimos, no mundinho deles também lapidam, esculpem e transformam. São esses professores, educadores, jornalistas, advogados e tantos outros que cumprem um papel significativo na formação e na opinião alheia.
E por falar em poder, as eleições estão próximas, e eu advirto: Reflita bem na hora de votar. Serão quatro ano de administração. Atraso ou progresso. Vale à pena pensar num todo. Pensar como sociedade. No que é melhor pra cidade e, não apenas, no que é melhor pra nós(digo nós, no sentido do eu). Pense. Vote consciente. O poder é nosso!
E se estiver indeciso, vá atrás! Fuçe. Investigue a vida e a obra do cidadão, assim como eu fiz pra ler as palavras do Rui em o ladrão de patos. Não sejamos como a música do Zé Ramalho, vida de gado que diz assim: " povo marcado, povo feliz". Não, não sejamos marcados como bois, tenhamos pensamentos próprios. Busquemos a informação que falta para formar nossa opinião. Brindemos a liberdade do pensamento.
Vale muito à pena!
Pode ter certeza.

domingo, 3 de agosto de 2008

Pérolas...

Longe de casa, há mais de uma semana, milhas e milhas distantes do meu ... computador.
O que isso tem a ver?? Tudo. Tudo com a demora de um novo texto nesse blog. Longe do meu canto, das minhas coisas, do meu dicionário, aí que medo de alguma "pérola".
Pois é, amigos, e por falar em pérola, tive que dar mais uma "mancada" daquelas para me convencer de que, tem hora que é melhor se calar, melhor não dizer nada. Falar demais é pecado. Mortal, ainda!
E, eu, com certeza, iria pro "inferno", pecadora nata que sou.
Há momentos em que, decididamente, perco a chance de ficar calada e dormir sem "essa", como dizem popularmente.
Conto? Não conto! Vou contar, contei...
Certo dia, estava fazendo compras em uma loja de roupas infantis, cuja vendedora se mostrava tão atenciosa, prestativa, simpática, amigável com as crianças, e, digamos, um pouco fora de forma. É! Meio fora de forma, ao meu ver, trata-se de uma pessoa magra mas com um pouco de barriga. Talvez, um muito. Não chegava a se comparar com a do "Fenômeno", mas era saliente. Bem saliente.
Não, não, isso não é uma justificativa para o que meus lábios proferiram. De jeito nenhum. Ou será?
Mas como eu ia dizendo, compra vai, compra vem, conversa vai, conversa vem, eu querendo fazer amizade, fitei aquela barriguinha e puxei assunto:
- E você, colega, está grávida? De quantos meses?
A moça, educadamente, respondeu a minha cretinice:
- Não, não estou grávida, não! É só barriga mesmo!
- PUTZ. Nem sei descrever o que foi aquele momento na minha vida.
Morri. Pela boca. Não foi apenas uma pergunta idiota. Foram duas.
Isso que dá falar sem pensar.
Sabe o pior de tudo? Ainda teve mais umas "pérolas" inesquecíveis no meu curriculum. Mas já falei de mais por hoje. Melhor, não!
Pois é, as palavras têm poder. E como. Podem selar a paz ou desencadear uma guerra. Persuadem ou repudiam. Apaixonam ou repugnam.
Meu Deus! E eu sabia disso. É lógico. É matemático. Duas orelhas, uma boca...ouvir mais e falar menos.
Ah, se eu pudesse voltar no tempo... Não perderia a chance....Não a teria perdido. Teria me calado.
Agora acredito veemente na famosa frase: "O silêncio vale mais que mil palavras". Que mil nada, vale mais que oito. Se vale!
E quem nunca profanou o silêncio com alguma "pérola" que atire a primeira pedra.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

A Minha Guerra...

“Alô, alô, Marciano. Aqui quem fala é da terra. Pra variar estamos em guerra. Você não imagina a loucura. O ser humano ta na maior fissura.” Pois é, essa guerra que a Elis já cantava, descobri que existe dentro de mim. E, talvez, dentro de todos nós. Explico: Cada vez mais, fico aflita diante do que acontece no mundo. Cada vez mais, perplexa, amedrontada, impotente e conformada. Então é assim: Alô, alô, marciano, aqui quem fala é a Milena da terra...e salve-se quem puder! Crianças são atiradas pela janela; Recém-nascidos morrem desordenadamente em um hospital da capital do norte do Brasil. E, alguém lá, ainda quer nos convencer que está dentro do “normal” para as condições do local. Pessoas esperam órgãos para transplantes, enquanto órgãos doados são jogados no lixo pela falta de condições receptoras. As drogas invadem as famílias, as escolas e as praças. Os assassinatos a mão armada acontecem a todo instante, em todo momento. Inclusive até pela polícia, aquela que deveria zelar pela nossa segurança. A floresta amazônica servindo a exploração estrangeira. Servindo a plantações de maconha. As filas dos hospitais crescem. Gente espera. Gente morre sem ao menos ter atendimento médico. E pagamos tão caro por isso. Cada vez mais caro. Assaltos acontecem na rua e dentro de casa. Cada vez mais, o ser humano se mostra insensível, individualista e ambicioso. Cada vez mais, desconfia-se de tudo e de todos. Apesar de tudo isso o país funciona. Os carros rodam. As pessoas trabalham. Os governos governam, bem ou não. Pais e mães acordam cedo, dão café pro seus filhos, esses vão pra escola, os pais vão trabalhar. Os filhos chegam da escola, fazem o dever de casa e vão dormir depois de jogar bola no quintal. Nada pára. E, eu, de perplexa, aflita, impotente, passo à conformada. E a guerra acontece. E eu, tenho q procurar a minha paz, diante de tudo isso.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Essa tal Felicidade...

Em tempos de puro hedonismo, calma, eu explico: prazer, prazer e prazer; sem muito esforço de preferência. Tempo também de orkut (pura ilusão, nem tudo é o que parece e nem tudo parece como é). Mas ta, eu confesso, também tenho e adoro o orkut. É nele que reencontro e mantenho contato com pessoas que fizeram e fazem parte da minha vida. Mas como eu ia dizendo... Nos tempos do consumismo desenfreado, exagerado ...o de ter para ser... (os publicitários que o digam) despertam-nos os desejos. Nós os compramos. De brinde, ganhamos a idéia da fórmula mágica da felicidade, pena que ela dure tão pouco. Porque quando a conseguimos através do tal desejo consumido, ficamos em euforia total. Mas logo se inventa outro desejo e, pronto, já estamos em disforia. E lá se foi a idéia principal da fórmula mágica. Porque nessa fórmula é preciso acreditar... Que tudo nos é útil e indispensável. Se não, ela (a fórmula da felicidade) não funciona. Desejo, compra, euforia, disforia, interessante, né? E por falar em fórmulas mágicas, essa semana estou eu a matutar: Mas e a tal da felicidade, onde ela está? Onde está ela? Onde a encontramos? “Felicidade, brilha no ar como uma estrela que não está lá! É uma viagem, doce magia, uma ilusão que a gente não escolhe, mas espera viver um dia. Felicidade brilha no ar como uma estrela que não está lá! Conto de fadas, história comum, como se fosse uma gota d ’ água descobrindo que é um mar azul“. Sim, essa é uma música do Fábio Júnior, mas e essa felicidade a qual faz menção a canção dele... Será que ele (Fábio Júnior) não a encontrou? Mas o que é essa tal felicidade? Depende do quê? De cada pessoa? Depende da sorte? Depende do dinheiro? Depende do amor? São muitas suas facetas? Ó dúvida cruel! Continuando minha matutação, vamos a definição segundo o dicionário: do Lat. felicitate, s. f., ventura;bem-estar;contentamento;bom resultado, bom êxito;dita; qualidade ou estado de quem é feliz. Hum. Creio que ainda não foi suficiente para formar alguma opinião. Então, Selecionei algumas frases ditas por pensadores, compositores, pessoas comuns, outras bem incomuns, para contribuir nessa reflexão. Eis as frases: Se alguém não encontra a felicidade em si mesmo, é inútil que a procure noutro lugar.(La Rochefoucald)
Com o dinheiro podemos comprar muitas coisas, mas não o essencial para nós. Proporciona-nos comida, mas não apetite; remédios, mas não saúde; dias alegres, mas não a felicidade.(Ibsen)
Aquele que procura o Céu na Terra certamente adormeceu na aula de geografia... (Stanislaw Jerzy Lec)
A luta ansiosa pela felicidade é o que dá infelicidade a muita gente.(Hermógenes)
Só há duas tragédias na vida: uma é não se conseguir o que se quer, a outra é consegui-lo.(Óscar Wilde)
Existem apenas duas maneiras de ver a vida. Uma é pensar que não existem milagres e a outra é que tudo é um milagre. (Albert Einstein)
A vida só se dá a quem se deu. (Vinicius de Moraes)
A vida é uma tragédia quando vista de perto, mas uma comédia quando vista de longe.
Para que haja uma árvore florida, é preciso haver antes uma árvore; e, para haver um homem feliz, é preciso haver em primeiro lugar um homem.(Saint-Exupéry)
Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos...(W. Shakespeare)
Ou você aceita a vida, ou é infeliz. É uma questão de opção. (Cazuza)
Puxa, acho que agora, sim. Posso dizer com propriedade: Tenho uma definição convicta. Aí vai ela: Penso que não posso falar de felicidade se não contemplar primeiramente a vida, o dom de viver, de se estar vivo, pois, se não há vida, não haverá felicidade. Outra convicção: Sou feliz, obrigada! Sou extremamente feliz, simplesmente porque amo a vida. Amo-a de paixão. Incessantemente. Jubilosamente. Exaustivamente. De uma vida originou-se a minha vida, dividi a minha com outra vida e gerei mais duas vidas, assim seguimos “nossas” vidas em busca dessa tal felicidade. Dia-a-dia. Comumente. Constantemente. Construtivamente. Incessantemente. E mesmo que meu caminho não seja o mais belo, foi a escolha que eu fiz. Foram os sonhos que escolhi e os possíveis pra mim. Tenho momentos de infelicidade, de incertezas, de sombras, sonhos frustrados, aptidões não encontradas, tenho sim, e muitos! Mas ainda sim, quando algo que tenho me falta, percebo o quanto sou feliz. Explico: Se um filho meu ou alguém que amo adoece, se algo sai fora do meu controle, pronto, já “vejo o filminho” era feliz e não sabia. Não tenho tudo que quero mas amo o que tenho. É isso. Porque felicidade na minha idéia da própria, é achar a distância certa entre o que se tem e o que se quer ter. Aceitar que todos nós temos limitações e devemos sonhar de acordo com elas. Esse papo que somos do tamanho dos nossos sonhos não é bem assim. Tem de ter coerência. Há de se percorrer um caminho. Já fui muito idealista e achei que ia mudar o mundo no primeiro ano de faculdade. Claro, eu faço a minha a parte, mas nem por isso, acredito que consigo mudar o mundo. Apenas o meu e, olhe, lá. Para concluir, se os nossos desejos, sonhos, ambições forem muito distantes do que nos é possível, a frustração também será muito grande. Disso não tenho dúvida. Mas também não quero ser passiva ao comodismo e a falta de ambição. Talvez, um meio termo. Termino com dizeres de um velho amigo meu, o poeta, Carlos Drummond de Andrade, ele nem me conhece, mas gosto tanto do que ele escreve que já o considero meu amigo há tempo. “Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional”. É isso aí, e se a minha idéia de felicidade não é como você pensa sobre a sua. Fique a vontade para dividir comigo. Porque eu continuo a matutar...