Outro dia, li essa história e gostei tanto que resolvi compartilhá-la aqui com vocês (meus amigos e amigas que lêem as "proezas" que eu escrevo. rs). Fiquei tão instigada com ela (a história), me diverti tanto lendo essa maravilha que, só podia vir dele, "O CARA", Rui Barbosa de Oliveira escreveu. O imortal Rui foi jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador brasileiro. Só isso, né?? rs.
Bom, além de me divertir também fiquei triste, reafirmei o quão ignorante sou. Tive que usar o dicionário pra ler essa história. Algumas palavras me pareciam outro idioma. Mas deixa assim. Quero viver intensamente a minha ignorância. Porque é através dela que aprendo. Sempre. E quero infinitamente conhecer. Ser uma espectadora do conhecimento. Uma ouvinte do saber. Nunca, jamais, ter a pretensão de que sei sobre alguma coisa. Parafraseando Sócrates: "Só sei que nada sei". Porque existe alguns "poucos" que acham que possuem "a verdade". Esses, tentam manipular a todo momento, pensam que estão acima do bem e do mal. E pobre de quem acredita nas verdades deles. Pobre de quem acredita que eles possuem verdade. Enfim, falo mais sobre verdade um outro dia.
Mas fiquem todos com os olhos bem abertos e os ouvidos bem atentos à toda forma de poder, de manipulação e de dominação. Veja, ouça e reflita. Analise os fatos. Troque idéias. Esteja sempre em transformação. Tipo metamorfose ambulante..."do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".
Mas vamos a história:
Diz a lenda que Rui barbosa, ao chegar em casa em um certo dia, ouviu um barulho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, supreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:
- Oh, búcefalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmídes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopéia de cidadão digno e honrado, darte-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, diz:
- Dotô, eu levo ou deixo os pato????
Hahaha.
Maravilhoso Rui, brinca com as palavras, ah, se eu tivésse esse poder! Poder de transformar, lapidar, esculpir, convencer! Mas outros o têm também, alguns políticos, outros músicos e, muitos, no anônimato. Alguns, lamento que o tenha (o poder, do qual falo). Mas alguns anônimos, no mundinho deles também lapidam, esculpem e transformam. São esses professores, educadores, jornalistas, advogados e tantos outros que cumprem um papel significativo na formação e na opinião alheia.
E por falar em poder, as eleições estão próximas, e eu advirto: Reflita bem na hora de votar. Serão quatro ano de administração. Atraso ou progresso. Vale à pena pensar num todo. Pensar como sociedade. No que é melhor pra cidade e, não apenas, no que é melhor pra nós(digo nós, no sentido do eu). Pense. Vote consciente. O poder é nosso!
E se estiver indeciso, vá atrás! Fuçe. Investigue a vida e a obra do cidadão, assim como eu fiz pra ler as palavras do Rui em o ladrão de patos. Não sejamos como a música do Zé Ramalho, vida de gado que diz assim: " povo marcado, povo feliz". Não, não sejamos marcados como bois, tenhamos pensamentos próprios. Busquemos a informação que falta para formar nossa opinião. Brindemos a liberdade do pensamento.
Vale muito à pena!
Pode ter certeza.
3 comentários:
Mi, você é demais está cada vez melhor cada vez mais, se aperfeiçoando, muito legal, humilhou neste último e quanto a gafe do anterior só poderia ser coisasdemilena... beijos
Mi ta ficando fofo.....ahhh eu li sobre o ladrão de patos....muito bom!!! vc tá ficando ninja...bjo...
kkkkk muito bom meeeesmo!! Amiga linda sou sua fã!
Bj no coração!
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