Recebi a notícia de falecimento de um velho amigo meu, amigo dos tempos de ginásio, amigo de fé, irmão camarada...como dizia Roberto Carlos.
Velho aqui, corresponde ao tempo da nossa amizade, porque meu amigo era novo. Tinha 31 anos, um filho recém-nascido e uma vida inteira pela frente. Ele era professor de educação física, professor de crisma e proprietário de uma loja de artigos infantis. Era uma pessoa extremamente cativante. Transmitia uma tranquilidade que só quem o conheceu sabe do que estou falando. Robson tinha uma paz de espírito. Não tinha vícios. Lembro dele pegando no meu pé porque eu fumava e ia pra balada.
Fiquei muito impressionada. O filhinho dele de apenas 1 mês e meio, chamava Yan.
E por falar em Yan, ainda sob o impacto da morte de outro Yan. Esse Yan, é filho da Nani, amiga da Lilian, que é minha amiga. Enfim, essa tbém foi outra morte prematura. Outro sonho interrompido. Quinze anos apenas. Um acidente de carro, mais um quarto vazio e tanta coisa por vir...
Eu sei, você sabe, nós todos sabemos: essa vida é passageira. Nosso corpo é emprestado, nossa vida é apenas passagem, mas, ainda sim, não nos damos conta disso. Ainda sim, não nos conformamos com alguém que simplesmente deixa de existir.
Não é apenas um quarto vazio. Um quarto vazio é o de uma pessoa q voou para outros horizontes. Saiu da proteção do ninho e foi viver suas escolhas. O vazio de quem perde alguém q ama é um vazio q não acaba mais e q não se preenche com mais nada e mais ninguém.
Imagina..olhar o quarto vazio de quem jamais voltará a ocupá-lo, as roupas dele, os objetos pessoais, suas coisas por fazer no dia seguinte se a morte não os tivessem levado.
Acredito q essa dor para quem sente de perto...muito perto....como a mãe do YAN, como a mulher e o filhinho do meu amigo Robson...é semelhante a ...morrer estando vivo. Porque é inexplicável. Porque só quem a sente poderá exprimir.
Um comentário:
Amiga, vc é tuuuuudo!
Edna k.
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